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10 tendências de viagens na América Latina

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Saibas quais são as Tendências de Viagens percebidas em 2018:

Estudos e tendências sobre Turismo são disparados semanalmente para nutrir o trade de conhecimento e consequentemente evoluir a qualidade dos negócios de cada um. No entanto, são raros os materiais que abordam o recorte local, já que a maioria das pesquisas costuma retratar o cenário internacional. Pois a PANROTAS, em parceria com a Edelman Brasil, se prontificou a trazer nesta 16ª edição do Fórum as 10 Tendências para Viagens e Turismo na América Latina em 2018.

Em painel neste final de segundo dia do evento, na Fecomercio, a pesquisa exclusiva foi apresentada com a participação de Camila Anauate, da Edelman; Eduardo Fleury, do Kayak Brasil; Marina Gouvêa de Souza, da Primetour-Primetravel; e Nina Giglio, da consultoria WGSN. A mediação foi de Artur Andrade, editor-chefe e CCO da PANROTAS.

1 – LATAM IS THE NEW BLACK

A América Latina está ocupando posição de importância no radar do Turismo emissor e receptivo. Seus países recebem cada vez mais visitantes internacionais, e seus viajantes, no geral, nunca saíram tanto das próprias fronteiras.

“Há dois pontos a serem considerados. Uma onda de nacionalismo, preconceito e fobia em outros destinos do mundo faz a América Latina se destacar, pois aqui esses problemas não são tão relevantes”, avaliou Camila Anauate. “O outro ponto é que os países latino-americanos estão fazendo por merecer esse crescimento no receptivo, estão sabendo seus valores e sabendo vendê-los lá fora”, completou, deixando para a plateia a questão se o Brasil merece ou não esse segundo elogio.

O Kayak confirmou o destaque latino-americano, mas no que depende do buscador, os elogios ao Brasil, principalmente pelo Rio, não se confirmam. “Há um nítido aumento na busca dos estrangeiros e dos brasileiros pela América Latina, mas o Brasil perde espaço, em queda protagonizada pelo Rio de Janeiro”, afirmou Fleury.

Argentina, México e Peru foram países mencionados pela diretora da Primetour. “São países se desenvolvendo, criando malha hoteleira, entendendo a importância das experiências.”

2 – VOLUNTURISMO

As viagens com propósitos, isto é, não apenas “viajar por viajar”, ganham cada vez mais importância, principalmente aos millennials, que buscam conhecer comunidades locais e aproveitar o momento para ajudá-las a se desenvolver, de diferentes maneiras. Essa tendência não pode ser restrita apenas aos jovens, é algo palpável no mercado, inclusive no nicho de luxo. “Ajudar os animais, dar aulas, ajudar a comunidade local de alguma maneira, entre várias outras coisas que fazem o bem ao próximo, são tendências latentes no Turismo”, afirma Marina Gouvêa.

3 – DA REALIDADE VIRTUAL À AUMENTADA

Estamos passando para o próximo estágio evolutivo da interação humano-computador, que está a caminho de revolucionar quase qualquer aspecto de nossa vida: de como interagimos com objetos e navegamos pelos espaços a como acessamos informações e nos comunicamos com os outros, tudo está prestes a mudar drasticamente, e a tecnologia será a ponte que tornará tudo isso possível.

4 – A EVOLUÇÃO DO LUXO

Com a palavra, a especialista em luxo do painel: “O novo luxo é mais rústico, o pé na areia, o luxo da conexão, ter tempo para fazer o que se quer, exatamente da maneira que se quer. O novo luxo não tem a ver com detalhes caríssimos, é a entrega do que estão buscando”, afirmou Marina. “Todo destino tem isso, em todas as partes do mundo.”

5 – DO WELLNESS AO WELLBEING

As viagens com propósitos, mencionadas no item 2, estão totalmente ligadas a essa quinta tendência. Os novos turistas querem levar o bem-estar das viagens para as suas vidas, não querem que tudo se vá quando desembarcam no aeroporto de volta. “Em um mundo tão conectado, as viagens ligadas ao bem-estar são necessidades e solução”, aponta Camila Anauate. Essa modalidade, que hoje movimenta US$ 494 bilhões no mundo, segundo o Global Wellness Institute, também evolui com o comportamento do viajante da nova geração.

6 – AVENTURA AO EXTREMO

Aqueles que antes eram considerados destinos fora da rota convencional, hoje deram espaço a locais bem mais exóticos, com aventuras levadas a sério, ao extremo. “Antes se tratava de Austrália ou Oriente. Agora, tem gente buscando Tailândia, Camboja, Vietnã, Islândia…”, exemplificou Fleury. Aurora boreal, safáris, geleiras, vulcões e outras atividades são alguns dos exemplos.

7 – VIAGENS MULTIGERACIONAIS

Viajantes de várias idades, com destaque às famílias, estão se reunindo para descobrir o mundo juntos. Essa é uma realidade concreta, como apontou Nina Giglio, da WGSN. “Nisso incluem as chamadas skip gen, que são os avôs levando os netos para viajar sem a intermediação dos pais”, avaliou a especialista. “É por isso que vemos navios e resorts estabelecidos diversificando as ofertas para todas as idades. Por mais que a Disney seja para o público jovem, há restaurantes luxuosos e áreas voltadas aos pais e avôs.”

“Aluguel de vilas, fretamento de navios…”, continuou a diretora da Primetour.

8 – A ECONOMIA DO COMPARTILHAMENTO E ON DEMAND

Consumidores querem ter acesso, e não necessariamente serem donos do que que estão experimentando. No Turismo, o melhor exemplo é a reinvenção do Airbnb, mas também o surgimento de apps que oferecem serviços acessíveis, convenientes e sustentáveis.

9 – DO OVERTOURISM À AUTENTICIDADE

Enquanto alguns destinos precisam urgentemente receber seus turistas, outros sofrem com o excesso deles. Como equilibrar a importância da receita proveniente do Turismo com a superlotação dos lugares mais visitados do mundo? “Países como a França tentam vender cidades complementares além de Paris. A Holanda procura seduzir o turista para Roterdã em vez da consolidada Amsterdã”, exemplificou Nina Giglio.

10 – A NOVA VERSÃO DO BLEISURE

A união de viagem corporativa com lazer, não é mais tendência, é realidade, mas existe um novo Bleisure, segundo Camila Anauate. “Esse modelo se adéqua ao novo perfil de consumidor, o nômade digital, a pessoa que trabalha com computador de qualquer lugar com conexão à internet. Ele pode viajar por dois, três, quatro meses…”, ilustrou.
“Na Primetour acabei de fechar uma viagem deste modelo pela primeira vez. É uma família inteira passando quatro meses em volta ao mundo e a única exigência dos pais é que tenha wi-fi em todos os pontos do roteiro.”

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fonte:panrotas