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Babilônia Gastronomia comemora 15 anos em novembro

Gastronomia

Antes de abrir efetivamente o Babilônia Gastronomia, o imóvel que fica na Alameda Dom Pedro II ficou alugado por um ano até os empresários Marcelo e Carlos Eduardo Woellner Pereira decidirem os rumos do negócio. Lá se vão 15 anos (comemorados agora em novembro). Na época a família Lorenzetti também era sócia (a sociedade se desfez em 2012).

“Queríamos fazer algo diferente. Uma loja de conveniência grande com uma oferta diversificada de produtos e horário estendido”, explica Marcelo. Daí surgiu um espaço que, além de restaurante, tinha panificadora, adega, sorveteria e até venda de semi joias italianas, CDs, charutos, etc. “Mas essa operação era mais pelo charme do que pela venda”, explica. “Acabamos assumindo algumas áreas e substituindo vitrines por mesas”, diz.

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Ele conta que no início foi um grande desafio pois a operação era inédita. “Tínhamos três turnos e toda uma logística para transporte de funcionários. Os fornecedores atendíamos em horário comercial, mas tivemos que ampliar as câmeras frias, o local de estoque para armazenarmos insumos para sexta, sábado e domingo funcionando 24 horas”, conta.

Antes da separação da sociedade, em 2010 foram abertas franquias – chegaram a quatro no total. Com a dissolução da sociedade e a situação mais complicada da economia brasileira todas as franquias foram fechadas. As unidades em funcionamento hoje (além da localizada no Batel, existem as unidades do Cabral e do shopping Palladium) são lojas próprias.

“O cardápio foi pouco mudado nestes anos. Marcelo diz que Curitiba é dada a modismos e a empresa não queria seguir por esse caminho. “Tomamos muito cuidado para nos mantermos atual, mas sem nos atermos a modinhas”, explica.

Além disso, o menu conta com pratos atemporais. Alguns que fazem sucesso até hoje são o Mignon Babilônia (escalopes de mignon grelhados ao molho mix de funghi. Servidos com fettuccine alfredo e presunto crocante, R$ 59), Camarão Monarca (Camarões preparados com molho suave de espumante e uvas Thompson frescas, acompanha arroz branco e batata palha, R$ 75), Frango Dijon (filé de frango grelhado ao molho de mostarda. Servido com risoto parmegiano e abobrinhas crocantes, R$ 52), Sanduíche Ambulante (bife de filé mignon com queijo e cheiro verde servido no pão artesanal de baguete, acompanha fritas, R$ 30) e as massas (o conchiglione recheado com camarão, ervas e queijo cremoso ao molho de camarão tostado custa R$ 51).

A casa também sempre teve uma carta de drinks, antes mesmo do crescimento da mixologia na cidade. “Não entramos em modas também neste sentido, mas sempre procuramos revisar nossa carta de drinks. O maior erro é estar no mercado há 15 anos e achar que não precisa se mexer”, diz. Eles incluíram alguns drinks, como Aperol Spritz, mas dizem não entrar em “modinhas” como a do gin, “justamente para não cair no risco de passada a onda, cair no esquecimento”. Eventualmente também fazem ações pontuais com marcas, como a mais recente com a cachaça Salinas.

Aliás, foi isso também que motivou uma recente reforma na casa no ano passado. “Fazemos isso a cada três anos. Abriram várias opções na cidade. Precisamos estar atualizados”, ensina Na última revitalização, eles mudaram “quase tudo”. “Textura das paredes, mobiliário, decoração e iluminação, jardim, colocamos sofás para tornar o ambiente mais intimista e aconchegante”, explica.

Sobre a mudança no perfil de consumo dos jovens curitibanos que têm à disposição novas opções, inclusive para comer na rua, Marcelo acredita que eles não se identificam com a proposta do Babilônia. Segundo ele, essa mudança não trouxe clientes, mas também não atrapalhou.

Sobre o futuro, ele diz que quer continuar com a proposta atual, “podendo trazer opções novas. Mas outro 24 horas não faz parte do nosso escopo”, diz.

O início

Marcelo conta que começou no setor de alimentação em 1995 com refeições industriais. “Depois evoluímos para gastronomia corporativa com o Villare que fez muito sucesso”, diz. Em 1998, Marcelo e Carlos Eduardo se associaram à família Lorenzetti no restaurante Comendador Grill. Em 1999, abriram o Leonardo; em 2000 o Carola e em 2003, o Babilônia. Em 2012, a marca Villare foi vendida para um grupo gaúcho e a sociedade com a família Lorenzetti foi desfeita.

Data: 09/10/2018

Fonte: Gazeta do Povo

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