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Conheça o conjunto Cruzeiro do Sul, os famosos prédios redondos do Jardim Botânico

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O conjunto Cruzeiro do Sul, no tradicional bairro Jardim Botânico, conhecido também como os famosos prédios redondos e coloridos do bairro, são o tipo de construção que se torna ponto de referência justamente por sua peculiaridade. Quem os vê por cima, ao passar pela Avenida Comendador Franco, conhecida como Avenida das Torres, tem curiosidade em saber como são por dentro os apartamentos dos cinco prédios redondos que formam a constelação colorida — que para outros parecem reatores nucleares — perto do viaduto do Capanema. Inaugurado em 1969, cada um dos prédios representa uma estrela do Cruzeiro: Alpha, Beta, Gamma, Delta e Epsilon.

Os moradores mais antigos, contam que a pergunta mais comum é se os apartamentos são redondos também, já que a estrutura externa é em formato de cilindro. A maior parte dos andares tem dez apartamentos no pavimento. O eixo central dos prédios são as escadas — não há elevadores e conta-se que, antigamente, esse eixo tinha uma passagem para que os moradores jogassem seu lixo para baixo diretamente do corredor, por uma tubulação própria — que dão para cinco corredores onde estão as entradas das moradias, formando uma espécie de estrela também por dentro.

A maior parte dos apartamentos é de dois quartos, enquanto apenas um dos prédios têm apartamentos maiores, com três quartos. Contrariando o que pensam alguns, as paredes internas são retas, o que não deixa de desafiar a decoração dos lares, já que o formato não é tradicional. A sala, por exemplo, começa com uma largura e vai afinando até a janela, com paredes diagonais. A configuração interna dos cômodos parece formar um quebra-cabeça, pois cada quarto tem um formato diferente.

Outras características que chamam a atenção são as cores dos edifícios, como lilás, amarelo e azul. “Quando cheguei aqui na primeira vez achei a coisa mais linda, pareciam construções de fantasia”, lembra Linares, que passou a habitar o Alpha aos dez anos de idade. Ela conta que na época o conjunto não era cercado como hoje, o que rendia situações inusitadas, como a vez em que um elefante fugiu de um circo próximo e foi parar entre os prédios do Cruzeiro do Sul.

Além dos universitários, que escolhem a localização pela proximidade a vários campi, boa parte dos moradores é de idosos que moraram ali durante grande parte da vida, o que forma uma espécie de família, pois muitos se conhecem há anos. “É bem diferente de outros condomínios onde morei. Aqui é como se fosse uma cidade pequena, todo mundo se conhece”, conta Danielle Cunha, moradora há 14 anos. Os vizinhos se reúnem nos bancos da área externa para conversar e se presenteiam com pratos que fazem na cozinha. Antigamente, as donas de casa faziam a feira juntas e se reuniam para estender roupa em varais do lado de fora, que hoje não existem mais, enquanto cuidavam das crianças e batiam papo.

Data: 24/10/2018
Fonte: Gazeta do Povo

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