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Histórias que atraem turistas aos cemitérios de Curitiba

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O turismo de cemitérios é uma tendência constantemente crescente ao redor de todo o mundo. Por entre mausoléus e jazigos localizados em diversos países estão presentes histórias de personalidades famosas e também de figuras nem tão conhecidas, mas que despertam os sentimentos e a fé dos turistas e visitantes. Obras de arte – a chamada arte tumular – também são ponto de interesse para quem faz o turismo cemiterial.

A cidade de Curitiba abriga alguns destes túmulos. Os cemitérios Água Verde e São Francisco de Paula concentram tanto os elementos artísticos e arquitetônicos quanto os locais de peregrinação e fé popular.

Arquitetura, arte e milagres  

No Cemitério Municipal São Francisco de Paula, no bairro São Francisco, diversos túmulos contam a história da cidade e chamam a atenção pelas extravagâncias arquitetônicas. Um exemplo é o jazigo monumento do coronel João Gualberto (foto em destaque), que faleceu em 1912. A imponente estrutura conta com quatros pilares sobre a construção principal, formando um dos túmulos mais altos do cemitério.

A presidente da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais, Clarissa Grassi, explica que o túmulo é considerado uma réplica de uma construção do cemitério de Edimburgo, na Escócia.

O túmulo mais popular de Curitiba pertence a uma moça assassinada no século XIX. Maria Bueno, conhecida por muitos como “a santinha de Curitiba”, ganhou fama depois da morte trágica, e muitos acreditam que ela seria milagreira. Há muitas discrepâncias entre as histórias que contam a seu respeito, mas a mais aceita diz que ela foi morta de maneira brutal pelo namorado.

O fato despertou atenção da população curitibana, que fazia romaria intensa na primeira cova ocupada pela moça, na rua Vicente Machado. Por conta do movimento, o túmulo foi transferido para o Cemitério Municipal São Francisco de Paula, onde recebe centenas de visitas todas as semanas, movimento que se intensifica no Dia de Finados.

Túmulo em forma de pirâmide do Cemitério Municipal São Francisco de Paula. Foto: Fernando Zequinão

No campo da arte e da arquitetura, o chamado “túmulo da Pirâmide” chama a atenção no Cemitério Municipal São Francisco de Paula. Em formato de pirâmide e na cor amarela, o jazigo é uma réplica adaptada de um túmulo localizado em Milão, na Itália. Algumas pessoas acreditam que a construção seja mística, e que a energia local permita previsões do futuro.

Outro sepulcro que desperta a curiosidade popular está localizado no Cemitério Água Verde. Morta em abril de 1959, Maria Trevisan Tortato – conhecida como Maria Polenta – era uma famosa curandeira local, que dedicou sua vida à cuidar de outras pessoas voluntariamente. A população local acredita que Maria é milagreira, e isso torna seu jazigo um local bastante visitado e homenageado.

 

O mausoléu ocupado pela família Lazzarotto. Foto: Reprodução

O jazigo da família Lazzarotto, no Cemitério do Água Verde, possui diversos murais criados pelo artista Poty Lazzarotto. São Francisco, como a obra é chamada, é o tema central e está registrado na lajota cerâmica da construção. No local, estão sepultado os corpos do artista curitibano – que faleceu em 1998 – e de seus familiares.

 

Fonte: Tribuna e Antena Crítica