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13 curiosidades sobre o Passeio Público, o parque mais antigo de Curitiba

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Criado há 132 ano, o Passeio Público acumula em sua história várias curiosidades que podem passar despercebidas pelos curitibanos. O Passeio Público de Curitiba reúne passado e presente em 70 mil metros quadrados arborizados e repletos de vida no centro da cidade e para conhecê-lo, basta atravessar o portal que é réplica do que dá entrada ao Cemitério dos Cães, em Paris.

1 – O Passeio Público é o parque mais antigo de Curitiba

Inaugurado em 2 de maio de 1886, o passeio é o parque mais antigo da cidade. Ele foi criado para drenar um pântano (a várzea do Rio Belém) e combater uma infestação de mosquitos, cobras e sapos que ficavam no fundo das mansões dos mais abastados da cidade. As famílias então doaram parte do terreno para fundar o parque, que foi por muitos anos o principal ponto turístico da cidade. Atualmente o Passeio Público é um espaço de lazer, pesquisa, conservação e educação ambiental.

2 – Foi o primeiro zoológico da cidade, abrigando grandes animais como um urso

O Passeio foi o primeiro zoológico da cidade e entre os animais que já habitaram o parque se destaca o urso, que morava em uma gaiola nos fundos do parque e tinha acesso a um dos lagos artificiais; há relatos históricos de que até um búfalo já morou por lá. Com o tempo o espaço ficou pequeno, além de muito barulhento, e os primeiros animais começaram a ser transferidos em 1981 para o Zoológico Municipal de Curitiba.

3 – Foi o primeiro local a ter uma lâmpada elétrica em Curitiba

No mesmo ano da inauguração, em 19 de dezembro 1886, foi acesa a primeira lâmpada elétrica de Curitiba no Passeio Público. A demonstração reuniu 3 mil pessoas na época, sendo que a população total de Curitiba era de 30 mil pessoas. Hoje, o parque abriga principalmente aves, macacos, répteis e peixes.

4 – O Passeio Público nem sempre foi “público”

Francisco Fontana foi o primeiro administrador do Passeio Público. A intenção dele era lucrar com o parque e por isso instalou um carrossel, que na época era chamado pela população de “elegante máquina de cavalinhos”. A ideia era elitizar o parque, que era central para os grandes barões que viviam na região. Após a mudança do governo, que passou a cobrar impostos pelos ganhos de Fontana, o administrador revolveu fechar os portões do parque. A população não gostou muito da atitude e invadiram o espaço, tornando-o efetivamente público a partir de 1888.

5 – As serpentes do Passeio Público saem para tomar sol

O Passeio Público possui um terrário em que moram pelo menos 16 serpentes. Entre elas, uma cascavel, uma jiboia da amazônia e algumas corn snakes (típica dos Estados Unidos). Todas as segunda-feiras, dia em que o parque fica fechado, algumas cobras são colocadas para tomar sol nas árvores que ficam no entorno do terrário.

6 – Tem um aquário no parque

Recentemente reformado, o aquário do parque chama a atenção pela construção, que já foi um coreto – a parte de trás preserva uma gruta, construção original do início do século. Reaberto em 2017, o aquário é uma oportunidade para ver peixes, tartarugas e moluscos, alguns dos animais resgatados de tráfico de animais por órgãos ambientais.

7 – Todos os lagos do parque são artificiais

Embora o Rio Belém passasse no local onde hoje é o parque, após a canalização ele passa por baixo do terreno. O Passeio Público tem três lagos artificiais, todos alimentados por poço e bomba, um deles com pedalinho. Este ano eles passaram por reforma e agora estão sendo enchidos novamente.

Passeio Público

 

8 – O parque foi palco do primeiro vôo de balão de uma mulher na cidade

O primeiro vôo de uma mulher em um balão em Curitiba (grande feito para a época) foi em 21 de maio de 1909, saindo do Passeio Público. A memória do balão Granada, de Maria Aida, foi eternizada como escultura de cinco metros no parquinho do local. O verdadeiro, por sua vez, após alcançar a altura de 970 metros e voar por 34 minutos, enroscou na torre da igreja matriz, hoje Catedral Basílica de Curitiba.

9 – A vegetação do parque também não é nativa do local

Embora o parque conte com árvores centenárias, os plátanos, eucaliptos, paineiras xaxins e outras árvores do Passeio Público foram todos plantados no parque para que os barões que moravam na região do século 19 tivessem um “ambiente europeu” próximo de casa

10 – Abrigo provisório de animais em migração

Além de ser a casa permanente de muitos pássaros, o parque ainda serve como abrigo para animais em passagem por Curitiba. As árvores mais altas são povoadas por garças brancas em pleno processo de migração e escolhem habitualmente o Passeio Público para se reproduzir. As aves montam seus ninhos nas árvores do parque e permanecem no local até o final do mês de setembro.

11 – O parque é um tradicional ponto para jogar xadrez

Ao lado do módulo da Polícia Militar, no parque, há 18 mesas de xadrez que ficam lotadas todas as tardes. Além de xadrez, o local também é ponto de encontro tradicional para jogar conversa fora.

12 – Local obrigatório para os jogadores de Pokémon GO

A localização central e a própria geografia do parque atraem muitos jogadores do app Pokémon GO. O parque é repleto de bustos e pontes que são paradas para conseguir itens do jogo e os monstrinhos de água também costumam aparecer muito na região dos lagos. O melhor são os totens com tomadas liberados para uso público: dá para carregar o celular de graça. Aos domingos à tarde, todas as paradas do jogo no parque costumam receber o módulo “atrair”, que faz ainda mais pokémons aparecerem.

13 – Tem feira de produtos orgânicos toda semana

Todo sábado, das 7h ao 12h, o passeio recebe uma feira de orgânicos da Prefeitura de Curitiba onde são comercializadas frutas, verduras, cosméticos orgânicos, produtos minimamente processados (geléias e compotas), cereais, ovos, carnes e lanches veganos.

 

Data: 31/08/2018

Fonte: Gazeta do Povo e CBN